Adotou um gatinho e anda perdido, sem saber direito qual deve ser o próximo passo? Ou quer adotar mas não sabe ao certo como cuidar de um felino? Não se preocupe, aqui você encontra tudo o que precisa saber para que seu novo amigo seja bem cuidado!

Você vai entender:

  1. Como preparar o lar para o gatinho
  2. Como cuidar da saúde dele
  3. Os principais parasitas a serem evitados
  4. Como manter o gatinho limpo

1. Como preparar o lar para o gatinho

Photo by Kari Shea / Unsplash

A primeira coisa a se fazer é garantir que ele tenha um ambiente seguro e confortável. Para isso você precisa:

Colocar tela nas janelas: os gatos gostam de se aventurar em lugares altos e passear por todos os cantos da casa. Para garantir a segurança dele é preciso cuidar para que todas as janelas estejam teladas, evitando quedas e fugas.

Potes de ração e água: devem ser escolhidos de acordo com o tamanho do animal. Alguns gatos não comem em potes se o bigode ficar tocando o recipiente, preferindo assim se alimentar em pratos. Gatos também costumam gostar de água corrente, e já existem diversos tipos de fontes disponíveis no mercado. Dessa forma, você incentiva seu gatinho a se manter sempre hidratado, o que é ótimo para evitar doenças renais e do trato urinário.

Caixa de areia: a caixa de areia é o banheiro do gato, portanto é preciso garantir que ele tenha acesso à uma. Ela deve ser limpa todos os dias e completada com areia fresca (você encontra diversos tipos em pet shops e clínicas veterinárias). O ideal é que haja sempre uma caixa de areia a mais do que o número de gatos na casa (por exemplo, se há 1 gato, é bom ter 2 caixas de areia; se há 4 gatos, é bom que tenham 5 caixas de areia).

Caixa de transporte: ela é crucial para a segurança do gatinho durante passeios. A caixa ideal é aquela em que ele pode deitar, levantar e se mexer com conforto. Dica: deixe a caixa no ambiente preferido do seu gato permitindo que ele a conheça, coloque dentro dela um pano com o cheiro dele e petiscos. A adaptação com a caixa deve ser gradativa, tomando cuidado para não assustá-lo.

Cama: escolha um lugar confortável para colocar a cama, mas entenda que com o tempo o próprio animal pode acabar escolhendo onde dormir. Spoiler: caixas de papelão costumam fazer muito sucesso, ainda mais se você colocar um paninho confortável por dentro.

Arranhador: os gatos precisam afiar as unhas e, para que isso não aconteça no seu sofá, é necessário um arranhador.

2. Como cuidar da saúde do gato

A friend’s daughter was holding this kitten, who seemed very comfortable.
Photo by Jeffrey Buchbinder / Unsplash

Agora que o seu lar está pronto para receber o novo morador, precisamos pensar na saúde do gatinho. É de extrema importância manter a regularidade das consultas com o veterinário, apesar de que uma boa parte dos tutores leva os animais para consultar apenas quando algo não está bem. As consultas periódicas podem aumentar a expectativa de vida do seu gatinho graças ao diagnóstico precoce.

Os filhotes precisam ser consultados mensalmente até que completem seis meses, pois nesse período o veterinário acompanhará o desenvolvimento do animal e começará com a vacinação e vermifugação. Já os gatos adultos necessitam de chek-up anual, reforço das vacinas e cuidados gerais com a saúde. Assim como os filhotes, os gatos idosos demandam consultas semestrais para melhor cuidado.

As consultas consistem em um exame físico no qual o veterinário irá checar a temperatura, hidratação, peso, escutar o coração e observar as mucosas do nariz, boca, olhos e orelhas. Em algumas consultas pode ser indicado um exame geral do animal, constando hemograma, raio x e outros exames de acordo com a necessidade.

Os gatos também precisam passar pelos testes de FIV e FeLV para sabermos se eles são portadores dessas doenças. Se um dos resultados for positivo, o médico veterinário te indicará os cuidados necessários (mas você pode ler mais informações sobre FIV e FeLV aqui).

a) Vacinação

Desde muito cedo os gatos são colocados em contato com ambientes e outros animais que podem transmitir doenças, por isso a vacinação é mais do que necessária. Lembrando que toda vacina deve ser administrada por um veterinário.

Quádrupla felina (Felocell CVR-C) - É a primeira vacina a ser tomada, previne contra rinotraqueíte, clamidiose, calicivirose e panleucopenia. Geralmente começa-se a vacinar nas primeiras nove semanas de vida e vai até às dezesseis semanas mantendo um intervalo de até trinta dias.

Vacina quíntupla felina (Fel-O-Vax LVK IV CALICIVAX) - Promove imunidade contras as mesmas doenças da quádrupla e confere imunidade à leucemia felina . Aplicada em gatos com pelo menos oito semanas de idade, em um intervalo de quatro semanas. No entanto não é comumente usada, apenas se indicada pelo veterinário.

Vacinas contra raiva (Defensor e/ou RAI-VAC I) - Usadas na prevenção da raiva, são de uso obrigatório por lei. Aplicadas em gatos a partir do terceiro mês de idade.

As vacinas devem ser reforçadas de acordo com a indicação veterinária, geralmente a cada ano. Manter-se atento às datas de vacinação e reaplicação garante uma melhor qualidade de vida ao seu animal.

b) Vermifugação

A vermifugação deve ser iniciada com trinta dias de vida e repetida depois de vinte e um dias, para diminuir a frequência de vermes nos filhotes. Caso o animal seja resgatado, a primeira dose deverá ser administrada logo após o resgate e repetida também em vinte um dias.

Em alguns casos o veterinário pode indicar um exame de fezes para detectar algum verme ou protozoário específico que, por sua vez, necessite de um remédio mais direcionado.

3. Os principais parasitas a serem evitados

Photo by Tran Mau Tri Tam / Unsplash

Os gatos são propensos a parasitas tanto internos quanto externos. Se seu gatinho sofrer com algum desses seres incômodos, confira com o veterinário o melhor remédio para combatê-los. Abaixo listamos alguns desses parasitas:

Carrapato - Ácaros acostumados a sobreviver em altas temperaturas. O carrapato gruda na pele do animal podendo causar febre, inchaço nas articulações, urina escura, falta de apetite e anemia. É o transmissor das seguintes doenças: anemia, erliquiose, doença de Lyme, febre maculosa e babesiose.

Pulga - São parasitas que se escondem no pelo do animal, sendo ativas durante todos os dias do ano, mas aparecendo mais no verão. Pode causar lesões na pele tornando o animal mais sensível a infecções cutâneas. Nos gatos ela se manifesta em forma de lesão generalizada conhecida como dermatite miliar. Pode ser eliminada com a dedetização periódica do local. As pulgas também podem transmitir vermes aos gatos, então fique atento às fezes do seu gatinho após uma infestação desses parasitas.

Berne - Larva que se alimenta de tecido vivo. A transmissão se dá através de uma mosca que deposita seus ovos, formando um cacho. Pode provocar a formação de nódulos vermelhos que acabam se transformando em úlcera devido ao calor e a coceira. É preciso eliminar a mosca, cuidando para que o ambiente esteja limpo e saudável.

Piolho - Insetos sem asa que picam e sugam sangue. O ciclo do piolho acontece no hospedeiro e a contaminação se dá por contato indireto ou direto. Causa coceira extrema no corpo do animal, em casos mais agudos pode ocorrer infecção bacteriana e escoriações externas. Os gatos infestados de piolho podem apresentar perda de apetite, mudança no humor e auto lesão ao tentar se coçar.

*Ressaltamos a importância de um veterinário para indicar o melhor remédio/tratamento de acordo com o animal.

4. Como manter o gatinho limpo

Photo shoot for Keystone Cats exotic shorthairs in Pennsylvania. This is Gary he is currently living in NYC!
Photo by Dan Wayman / Unsplash

Os gatos são conhecido por sua aversão à água e estão sempre se limpando e cuidando da própria higiene usando a língua. Ainda assim, um banho às vezes é necessário. O banho não precisa ser dado de forma contínua, desde que seu animal se mostre limpo e saudável.

Alguns veterinários indicam o banho a cada cinco semanas, outros a cada seis meses, mas na realidade isso vai de acordo com a necessidade de cada animal. Por ter uma pele sensível, os gatos não se dão bem com a água gelada, sendo indicado que o banho seja realizado com água morna e usando luvas para que o animal não escorregue ou te arranhe.

Na hora do banho é preciso se manter atento para que a água não entre no ouvido: pode-se usar tampões de algodão para maior segurança. Todo o processo deve ser realizado com calma e cuidado para que o animal não se agite e aceite bem o banho.

Já está preparado para cuidar do seu novo amigo? Tem alguma dúvida ou sugestão? Deixa pra gente nos comentários <3