O resgate de animais, em qualquer situação que seja, é um ato de muita solidariedade, bondade e respeito à vida.

Neste post iremos ensinar os passos básicos de um resgate animal e dar algumas dicas de como proceder em determinadas situações. Desde já, te parabenizamos por se importar com uma causa tão nobre e pelo interesse em tomar uma atitude!

Para que tudo corra bem no ato do resgate, leia as dicas abaixo. É preciso ter algum conhecimento básico de como agir para evitar que os envolvidos não se machuquem.

Você vai aprender a:

  1. Analisar o local do resgate
  2. Avaliar o comportamento do animal
  3. Transportar o animal com segurança
  4. O que fazer depois

analisando o local do resgate
Photo by Joël de Vriend / Unsplash

1. Analisando o local do resgate

Em primeiro lugar, você deve avaliar o local. Se julgar necessário, peça que os curiosos se afastem: o animal pode se sentir mais ameaçado com várias pessoas ao seu redor e se tornar agressivo.

Resgate de animais em ruas movimentadas e estradas

podem resultar em atropelamento dos envolvidos ou em ataques do animal aos passantes. Peça ajuda a algum amigo ou passante para que vocês afastem o animal dos carros. Se o resgate for em uma estrada, você pode pedir ajuda à Polícia Rodoviária, que costuma ter equipamentos próprios para realizar esses procedimentos em segurança.

Resgate em locais de risco de queda

Como barrancos, rios, ribeirões, árvores, etc – não se arrisque: busque ajuda do Corpo de Bombeiros, protetores com experiência (e equipamentos) para resgates do tipo ou a Polícia Militar. Você precisa se responsabilizar pelos cuidados e abrigo após o resgate do animal, caso contrário os bombeiros provavelmente não atenderão ao chamado.

Resgate de animais dentro de uma propriedade privada

É preciso muita atenção e calma nas ações: invadir propriedade alheia é crime, segundo o artigo 5º, XI da Constituição Federal.

Entrar em uma propriedade sem o aval do proprietário é a última alternativa. Deve ser feito apenas para quando não há tempo para aguardar as autoridades competentes, e o processo deve ser realizado com o auxílio de um chaveiro, muitas testemunhas e documentação. Criamos uma postagem para te explicar melhor algumas hipóteses e a forma de agir em cada uma delas.

avalie o comportamento do animal
Photo by Simone Dalmeri / Unsplash

2. Avaliando o comportamento do animal

Você deve sempre considerar a segurança dos envolvidos. Não adianta nada se colocar em risco e não conseguir ajudar o animal por esse descuido, não é?

Avalie o comportamento dele: animais vítimas de abandono e maus tratos podem se tornar agressivos ou ariscos com outras pessoas – por traumas, medo, dor, desconfiança e vários outros motivos.

Não force a aproximação de uma vez caso ele demonstre desconforto com sua presença. Ofereça água e alimento (nem sempre a ração seca consegue atrair tanto um animal – opte por aqueles sachês molhados para cães e gatos ou algum pedaço de carne) para ganhar a confiança e atraí-lo para perto de você.

Espere que ele coma e repita o processo mais algumas vezes, diminuindo gradativamente a distância entre o alimento e você. Evite movimentos bruscos, mantenha-se relaxado e em uma posição menos ameaçadora (por exemplo, abaixado, de lado para o animal, sem encará-lo nos olhos).

Quando ele estiver mais calmo com sua presença, ofereça o dorso da mão para que ele sinta seu cheiro (no caso de cães). Fale sempre com voz calma e trate-o com muito carinho, ele conseguirá perceber que você está tentando ajudá-lo.

Caso ele seja muito arisco, você pode pedir ajuda a pessoas com mais experiência em resgates de animais, caso conheça alguém, ou utilizar uma gatoeira/gaiola de armadilha. A ideia é colocar alimentos atrativos para ele no interior, posicionar a gatoeira/gaiola no local próximo ao que o animal está, se afastar bem e esperar.

Assim que ele entrar para comer, o dispositivo fecha a porta e o prende lá dentro. Como o animal é arisco, ele provavelmente vai estar muito assustado com toda a situação. Então, muito cuidado na hora de transportar a gaiola para não levar mordidas ou arranhões, hein? Leve-o direto ao veterinário, que saberá lidar melhor com a situação.

transportando o animal
Photo by Vera Barus / Unsplash

3. Transportando o animal resgatado

O mesmo princípio de que não se deve mover uma pessoa acidentada vale para os animais: se você não souber como pegá-lo, o deslocamento pode causar ainda mais prejuízo, principalmente em casos de atropelamento ou espancamentos.

Nessas situações, o ideal é que um veterinário o acompanhe no resgate do animal. Se não for possível a ajuda de um veterinário no local, deve-se tentar mover o bichinho, com todo o cuidado, para uma maca. Você pode improvisar com madeira, papelão, caixas, o tampo do porta-malas do carro ou o que mais estiver à mão, para então levá-lo para atendimento.

Se o animal não estiver com fraturas ou problemas maiores, como hemorragias, e puder ser transportado rapidamente, verifique a necessidade de fazer uma mordaça. Caso o animal esteja machucado, ele pode morder para se defender da dor de ser movido de lugar.

A mordaça pode ser feita com um pedaço de pano ou corda, em caso de animais de focinho longo (como um pastor, por exemplo), ou com um pedaço de pano ou fronha para animais de focinho curto (como gatos ou cães de focinho achatado). Nesse vídeo você aprende a fazer mordaças para animais de focinho longo.

Caixa de transporte para gatos e cães pequenos

Guia simples para cães
Photo by Amy Humphries / Unsplash

Se o animal deixar, você pode colocar uma guia simples nele para facilitar levá-lo de um lado para o outro. No caso de gatos, principalmente se já forem adultos, é interessante colocá-los em uma caixa de transporte adequada para garantir que ele não escape durante o caminho.

próximos passos
Photo by Aleksandar Cvetanovic / Unsplash

4. O que fazer depois

Agora, mãos à massa! O resgate de um animal das ruas pode ser trabalhoso, mas garantimos: tudo vale a pena quando vemos a transformação daquele animalzinho, que antes corria riscos e sofria, agora tendo uma nova chance de ser feliz.

Entenda o restante do caminho que o seu resgatado deverá percorrer até ser adotado.

final feliz
Photo by Alvan Nee / Unsplash

E você, já tirou um animalzinho das ruas ou morre de vontade de ajudar? Nos conte nos comentários! <3