Em nossa postagem anterior, explicamos e demos dicas sobre como retirar um animal das ruas. Falamos sobre a importância de avaliar o local do resgate, o comportamento do animal e demos dicas de como transportá-lo em segurança.

Agora vamos falar do restante do caminho que esse animalzinho irá percorrer até conseguir encontrar um lar amoroso! Em resumo, os passos seguintes são:

  1. Levar o animal ao veterinário;
  2. Encontrar um lar temporário;
  3. Divulgar o animal para adoção;
  4. Entrevistar os interessados;
  5. Acompanhar a adaptação do animal no novo lar.

o que fazer após retirar o animal da rua?
| Photo by Deonny Rantetandung / Unsplash

O ideal a se fazer após tirar um animal das ruas é levá-lo ao veterinário para um check-up geral. Entretanto, sabemos que imprevistos acontecem e nem sempre vamos conseguir fazer tudo perfeitinho.

Se o animal não apresentar machucados graves ou sinais claros de doenças (tremores, diarreia, vômito, apatia, salivação excessiva, secreções nos olhos e narizes, etc), você pode conseguir um local reservado e seguro (sem riscos de fuga) para mantê-lo enquanto ele espera a visita ao veterinário.

É importante deixá-lo separado de outros animais, para que você não ponha em risco nenhum deles, além de lavar bem as mãos após qualquer contato com o novo animal.

Se não puder levar o animal diretamente ao veterinário, é interessante dar um banho e retirar pulgas e carrapatos dele - afinal, não queremos passar esses parasitas chatos para mais ninguém, certo? Se o animal for muito filhotinho, certifique-se com o veterinário se ele já pode tomar banho.

Leve o animal resgatado ao veterinário

Assim que possível, encaminhe o animal ao veterinário para a realização de exames e para ter mais orientações sobre cuidados específicos com o seu novo resgatado. Apenas um veterinário poderá te dizer exatamente do que ele precisa e como fazer para deixá-lo 100% e prontinho para a adoção!

É na consulta que você saberá se o animal já pode ser vermifugado, quando ele poderá ser vacinado, quais remédios para pulgas e carrapatos ele pode usar, dentre outros cuidados básicos. Pergunte tudo!

Procure um lar temporário

Se você não puder abrigar o animal enquanto ele não é adotado, procure alguém que possa oferecer lar temporário. Algumas pessoas fazem esse serviço de forma paga, mas você pode perguntar para amigos, familiares ou postar nas redes sociais o pedido e ver se alguém se disponibiliza a abrigá-lo por uns tempos.

Geralmente, mesmo que o lar temporário não cobre, o responsável pelo animal (que chamamos de tutor temporário) deve arcar com remédios, alimentação e outros gastos ocasionais.

Quem sabe você mesmo não se interessa em abrir seu lar para um animal resgatado depois? De toda forma, vale a pena ler para saber o que esperar de um LT!

divulgue o animal para adoção
| Photo by Jari Hytönen / Unsplash

Divulgue o animal para adoção

Chegou a hora de procurar um adotante para seu resgatado! Divulgue o animal com fotos bem bonitas e informações completas: porte, situação de saúde, sexo, idade aproximada, comportamento, se ele se dá bem com outros animais e crianças, tudo que você julgar importante.

Coloque um telefone de contato para que os interessados possam te procurar, e vale divulgar para todos os lados! Fale com amigos e família, mande nos grupos de whatsapp, imprima cartazes e cole em pontos estratégicos e divulgue nas redes sociais (manda uma mensagem no nosso facebook ou instagram). Fizemos também uma lista de grupos, sites e páginas onde você pode divulgar o bichinho.

É importante vacinar, vermifugar, desparasitar e castrar o animal antes de colocá-lo para adoção, ou ao menos combinar e cobrar esses passos do futuro adotante (por exemplo, com um termo de adoção bem completo).

Entreviste os possíveis adotantes

Converse com cada um dos interessados em adotar o animal, em busca da melhor opção para ele. Procure saber os motivos que o levaram a querer adotar um animal, como é a rotina da casa, se todos estão de acordo com a adoção e se o ambiente é seguro e sem riscos de fuga.

Conte tudo que lembrar sobre o animal, possíveis manias, traumas ou o que ele já aprendeu desde que você o resgatou. Quanto mais informações dos dois lados, mais garantias de que família e animal serão compatíveis.

Fizemos um modelo de entrevista e um termo de adoção para você usar, se já não tiver os seus próprios. É interessante, também, informar o adotante sobre cuidados básicos com o animal e sobre a ideia da guarda responsável.

Acompanhe a adaptação do animal no novo lar

Parte muito importante do processo, algumas vezes deixada de lado, é conhecida como “pós-adoção”.

A ideia é acompanhar a adaptação do animal ao novo lar e a seus novos tutores, de forma a se certificar que ele esteja bem tratado e que as pessoas da casa estejam convivendo bem com o novo bichinho.

Por mais que possa parecer chato, peça notícias nas primeiras semanas, tire dúvidas do adotante, instrua sobre cuidados básicos e o que mais você achar necessário.

Tenha em mente que, infelizmente, nem todas as adoções dão certo logo de primeira. Explique ao adotante para ter paciência nos primeiros dias - afinal, o animal tem que se adaptar a um novo ambiente, novas pessoas e talvez novos animais - e acompanhe tudo.

Você pode definir um período de adaptação e teste com o adotante e, se realmente não der certo, não desanime! Uma família perfeita aparecerá, mais cedo ou mais tarde. E não tenha dúvidas, esses bichinhos serão eternamente gratos àqueles que os socorreram!

A família perfeita vai aparecer!
| Photo by Daniel Martins / Unsplash

Tem alguma dúvida, uma experiência para nos contar ou quer completar com alguma informação? Comente abaixo! Vamos adorar saber =)